Outubro 30, 2009

Confira entrevista na Expo Money

Setembro 3, 2009

OPERAR NA BOLSA É DIFÍCIL?

          Dizem que o primeiro passo é o mais difícil, será verdade? Sim, porque a verdade é sempre parcial e não-toda, então para alguns, o primeiro passo é muito difícil. Operar na bolsa, fazer investimentos ou mesmo o fato de iniciar uma simples poupança, pode ser um grande desafio ou mesmo representar uma imensa paralisação.

           Temos dois aspectos para enfrentar: um objetivo e um subjetivo. O objetivo é mais fácil, é o conhecimento e com empenho e persistência resolvemos. Mas, o outro é mais complexo, porque é aquilo que impede de fazermos o que decidimos. Tomamos uma decisão, estamos certos de que é o melhor a fazer, mas por alguma razão não seguimos com nosso propósito.

           Nos sabotamos, quando não fazemos o que havíamos combinado conosco por diversos motivos e um dos principais é pela dificuldade de rompermos um ciclo cultural e pessoal relacionado aos ganhos. Entre outras razões, operar na bolsa é difícil porque se representa o risco de perder, também representa o risco de ganhar…

           Convido você que já sentiu dificuldade em dar o primeiro passo, que deixe aqui seu depoimento, será uma forma de fortalecermos a cultura dos ganhos. Beijos.

Agosto 26, 2009

A ESCRAVIDÃO DAS PERDAS

VOCÊ JÁ OUVIU ALGUÉM DIZENDO QUE ESTÁ SE PREPARANDO PARA PERDER?

NÃO ANUNCIAMOS NOSSAS PERDAS PORQUE NÃO NOS RECONHECEMOS DIANTE DO PROCESSO DE PERDA. E QUANTO MAIS NEGARMOS QUE TEMOS UMA LÓGICA, QUE MUITAS VEZES, NOS CONDUZ AO PREJUÍZO, SEJA AFETIVO, FÍSICO, ESPIRITUAL OU FINANCEIRO, MAIS LONGE FICAREMOS DOS SAUDÁVEIS LUCROS.

AINDA BEM QUE ESSA É SÓ UMA PARTE DA HISTÓRIA. TAMBÉM BUSCAMOS COM MUITO AFINCO NOS DARMOS BEM NA VIDA. OBVIAMENTE, UNS SE SAEM MELHOR QUE OUTROS. E VOCÊ, É UM APRISIONADO DAS PERDAS E COMUMENTE PERDE O JOGO, MESMO QUANDO ESTÁ SOZINHO OU FAZ PARTE DO SELETO GRUPO DOS GANHADORES NATOS?

PARA QUEM TEM CURIOSIDADE SOBRE O ASSUNTO, ESCREVI UM ARTIGO PARA LER BASTA ACESSAR O ENDEREÇO ABAIXO:

http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=1658325&path=/investimentos/noticias/colunistas/

BEIJOS. MÁRCIA

Maio 29, 2009

RECOMEÇAR

         Começar de novo é tão difícil quanto dar o primeiro passo, pela primeira vez. O intervalo entre um começo e um recomeço dura o tempo da necessidade do nosso afastamento. O problema é que muitas vezes nos perdemos nos intervalos e ficamos envergonhados por não sabermos mais o caminho de volta.

         Tem um filme antigo, lindo, em que Anthony Hopkins está perdido em uma floresta, junto com seu pretenso assassino, Alec Baldwin, e ele fala mais ou menos isso: “as pessoas morrem por vergonha de terem se perdido. Desistem, cedo demais, antes de encontrar o caminho de volta.”

          Mas, o mais interessante no filme é a força com que ele se autoriza!

          Mesmo perdido, velho e nada atlético ele luta pela vida e concede a si mesmo o direito de sobrevivência, repetindo em vários momentos: “o que um homem pode, o outro também pode.” Isso é genial! Se alguém pode sobreviver apesar das probabilidades serem mínimas, outro alguém, também pode. Se alguém pode recomeçar, pode ser feliz, pode se autorizar, pode viver bem, quem é que não pode?

          Um dos significados de recomeçar é: produzir-se novamente. Eu estava NO LIMITE, precisava produzir, novamente, uma escrita… um novo começo. No Limite, é o nome do filme, é o final de um intervalo e, pode ser, o ponto de partida para mais um recomeço!

Beijos!

Dezembro 17, 2008

VAMPIROS EMOCIONAIS

VAMPIROS EMOCIONAIS, COMO LIDAR COM PESSOAS QUE SUGAM VOCÊ!

 

Este foi o livro que caiu na minha mão e me vampirizou por uma semana, e assim, conheci a teoria de Albert Bernstein. Confesso que fiquei intrigada pela forma como o livro chegou as minhas mãos e, ainda mais, com a leitura.

 

VAMPIROS EMOCIONAIS, como lidar com as pessoas que sugam você, não é novo, mas só agora me deparei com algo que há tempos vinha pensando. É engraçado como raramente somos autênticos nas nossas idéias. A relação que o autor faz com as estruturas de personalidade e a nossa conhecida lenda, metáfora, mito (o que realmente é?) enfim, história do Drácula, é interessante e em muitos momentos, divertida.

 

Quem nunca foi sugado emocionalmente por alguém? No livro, o autor mostra como reconhecer e lidar com os vampiros através de dicas práticas. Até aí, poderia ser mais um manual de auto-ajuda qualquer. Mas ele também dá dicas, o tempo todo, para alguém que por acaso, se reconheça tendo alguma tentação por uma sugadinha básica.

 

O lado sério é nos fazer pensar e reconhecer como é fácil o ser humano se deixar hipnotizar e oferecer o pescoço em troca de vaidade, reconhecimento, valorização, amor, dinheiro, etc. Para quem se sentir completamente imune, sugiro que além do crucifixo e alho, procure conhecer um pouco mais, por onde a sedução entra, não apenas emocionalmente, mas financeiramente também. Até porque, por trás de um velhinho de gorro vermelho, poderá estar um lindo e fascinante vampiro(a). Beijos.

 

 

Novembro 20, 2008

SEMENTES DO TEMPO

 

         Hoje será o lançamento do livro Semente do Tempo. A organização deste livro e a execução do projeto de que ele faz parte, foi uma experiência muito boa.

         Desde 2007 tenho coordenado um trabalho no interior do RS chamado Agricultura Lucrativa Familiar. Oficinas com 2000 alunos, viagem técnica, a elaboração do documentário chamado Terra da Gente e o livro foram as etapas de um trabalho que teve por objetivo valorizar o trabalho no campo e introduzir a educação financeira na área rural.

         Nada disso teria sido possível se eu não tivesse o apoio de Olir Schiavenin. Um agricultor, um sindicalista, um empreendedor e hoje, um escritor. Assim como ele, tenho encontrado muitos homens e mulheres que são grandes profissionais e excelentes empreendedores, independente da profissão escolhida. Mesmo correndo o risco de ser criticada, acredito na possibilidade da mudança através do trabalho e da aposta, eterna, na melhoria das coisas.

         Em nossas áreas de atuação, podemos expandir fronteiras e lançar as sementes da nossa experiência e do nosso saber, para que em cada tempo, façamos florescer alguma diferença. Parabéns a todos os bons e perseverantes empreendedores. Beijos.

         

Novembro 4, 2008

SAPATOS, FALTAS E MARKETING

 

         É justo e coerente, pensarmos que tudo tem um lado bom. Assim também é com o Marketing. As pesquisas, a bibliografia e a metodologia de ensino tem tornado muito interessante a experiência de estar cursando um MBA em marketing.

         Meus colegas deixam a aula leve e o ambiente agradável, por isso mesmo, tenho aprendido muito. As experiências são enriquecedoras  lado bom.

        Depois das aulas do Glauco e Zé Mauro, grandes figuras, pensei que a tarefa dos próximos professores seria árdua. Mas todos continuaram na linhagem de excelência lado bom.

         Na aula de sábado eu ouvi, do professor Ulysses, um dado  incrível. No interior do RS, em de Caxias do Sul e região, as mulheres da Classe A e B¹, na faixa dos 25 aos 35 anos, compram em média 32 pares de sapatos por ano, contra 3 pares de sapatos  comprados pelos homens (mesma faixa e classe social). A partir disso, levanto uma questão: será por isso, que já tem gente estudando o fenômeno chamado a “feminilização da pobreza”? ↔ lado bom?

         SÓ PARA AS MULHERES: estou lendo Coroas de Mirian Goldenberg. Em uma pesquisa realizada pela autora, ao serem perguntados “quais eram os principais problemas enfrentados em um relacionamento amoroso”, fiquei impressionada com as respostas. Enquanto os homens disseram que era a “falta de compreensão”, as mulheres referiram que era “falta de segurança”, “falta de diálogo”, “falta de liberdade” e mais “faltas e faltas…”. As mulheres responderam nada menos que 32 FALTAS e ainda tinha um etc, isso é no mínimo curioso. Será que a cada falta corremos e compramos um sapato? Esse é o lado bom? Falta uma resposta? Beijos.

 

Outubro 27, 2008

NÃO RESPEITE VONTADES

 

         Na minha infância ouvi milhares de vezes uma expressão: “Vontade, dá e passa”. Obviamente, odiava a forma como minha mãe dizia que eu não poderia fazer ou ter aquilo que queria. E assim cresci, tolerando muitas e muitas vontades frustradas. Ainda bem. Quanto sofrimento poupei em minha vida.

         E como sempre tratamos de lucro ou prejuízo, é fundamental pesarmos no retorno de nossos investimentos. Se todas as nossas escolhas formam nosso portfólio de investimentos, afetivo e financeiro, como poderemos saber se estamos acertando ou errando? Simples, podemos eleger indicadores que nos ajudem a escolher. Sugiro alguns: necessidade, utilidade, relação custo-benefício, recursos disponíveis e retorno emocional (satisfazer ou não as vontades). Portanto, considerar apenas a “vontade” como indicador é muito pouco.

         É muito comum ouvir “se você quer, compre. Afinal, você merece”. Ou ainda, “aproveite a vida, só se vive uma vez”. Aliás, não faltam ditados ou propagandas que nos incentivem a vivermos sob o imperativo do desejo. Que falácia! Nunca consumimos e fizemos tantas coisas quanto agora. Mesmo assim, a depressão, a insatisfação e a angústia nunca foram tão companheiras dos seres humanos como agora. Tem algo errado, não tem?

         No início falei que poupei sofrimento, com certeza, também perdi alegrias. Mas no balanço final foi muito melhor assim. Não respeite TODAS as suas vontades. O arrependimento e os prejuízos que temos por respeitar ou idolatrar algumas efêmeras e, possivelmente, nocivas vontades, pode durar uma vida inteira e aniquilar sua vida financeira. Poupe-se, invista bem afetivamente, ganhe dinheiro e tranqüilidade mental, porque “vontade, dá e passa”. Beijos.

Outubro 17, 2008

DINHEIRO DÁ MEDO!

 

         Dinheiro dá medo, dá prazer, dá pânico, dá alegria, dá poder, dá segurança, dá incerteza, dá isso ou aquilo! Será? Não, nada disso. O dinheiro, em si, não causa isso. Mas, a idéia de ter ou de não ter dinheiro, constrói muitas “ilusórias realidades”.

         A idéia de ganhar ou perder dinheiro, de ficar rico, mais rico, empobrecer ou não sair da pobreza é acompanhada por alguns significados. Para cada um, o sentido muda e a sensação, o afeto e a emoção também!

         O lugar, simbólico, que o dinheiro ocupa na vida de cada um é que determina não só o empenho em ter, como a capacidade em lidar com as situações, principalmente, adversas.

         Qual tem sido uma das principais expressões utilizadas ao lado da palavra CRISE? MEDO. Medo, incerteza, insegurança, mas no frigir dos ovos estamos falando de dinheiro. Será? Não apenas. Estamos falando do que construímos como sociedade e que nos dá sensação de segurança, poder, conforto, estabilidade e que “linkamos” com o dinheiro. A crise financeira globalizada seria um reflexo ou um alerta? Qual é o significado de tanto medo??? Ganância, ambição, especulação, amadurecimento, como a grande maioria: eu também não sei! Beijos.

Outubro 9, 2008

CRISE: FINANCEIRA OU DE CONFIANÇA?

 

        

         Como explicar o comportamento dos investidores? O que pensar sobre a compra elevada de dólares. Dólares? E ainda, por que os investidores brasileiros estão se desfazendo das ações de empresas sólidas?

         Sem nenhuma pretensão de responder questões tão complexas, fico intrigada com as possíveis motivações de tais comportamentos. Com relação a compra de dólares, gostei muito do comentário de Eduardo Tomika: “as  pessoas se agarram as marcas”. É interessante pensar no dólar como uma marca.

         Se o ser humano busca produtos pela sua subjetividade, não seria diferente com o produto dinheiro. Quanto a marca “dólar” representa segurança, garantia e sensação de continuidade, apesar da crise americana?

         Por outro lado, investidores individuais estão se desfazendo das ações de empresas nacionais. A indústria nacional apresentou um crescimento de 6%, com um saldo positivo de U$ 20 bilhões. Portanto, resta saber se os investidores, realmente, conhecem os fundamentos das empresas brasileiras.

         Obviamente, o Brasil não está blindado contra crise nenhuma, entretanto, a crise financeira está sendo olhada apenas com racionalidade? Certamente não. Até que ponto, o medo está interferindo nas decisões, atrapalhando a visão realista e alavancando uma crise de confiança? Vale pensar. Bjos.